Mais leite: o guia de nutrição para vacas produzirem mais de 25 litros diários

Após uma variação de 0,2% em dezembro, os custos de produção de leite registraram alta de 3% no acumulado de 2025. Os dados são do ICPLeite, da Embrapa, e mostram que a inflação dos custos da atividade subiu menos que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a avaliação dos pesquisadores da Embrapa, a variação mais baixa do custo da alimentação do rebanho foi “fundamental para este desempenho”, ao contrário dos custos com mão de obra, energia elétrica e de combustíveis. Ao longo de 2025, esses itens cresceram três vezes mais que o custo total.

Concentrados puxam alta dos custos de produção

A alta de 0,2% em dezembro foi puxada, principalmente, pelo grupo Concentrado, que subiu 1,6%, influenciado pelos preços do caroço de algodão e da polpa cítrica. Em contrapartida, houve queda no valor do farelo de soja, o que ajudou a limitar o impacto para parte dos produtores.

Também houve aumento no grupo Sanidade e reprodução, com alta de 0,6%. Já energia elétrica e combustíveis registraram deflação de 1,8% no mês, movimento semelhante ao observado nos custos com volumosos. O grupo Qualidade do leite também apresentou leve retração, de 0,2%.

No acumulado do ano, os maiores aumentos foram registrados nos custos com minerais, que subiram 17,1%, seguidos por energia e combustíveis, com alta de 7,2%, qualidade do leite, com 7%, e mão de obra, com 6,3%. Esses grupos avançaram acima da média geral dos custos da atividade.

Por outro lado, os custos com concentrados tiveram variação de 2,9% em 2025, abaixo do índice total, enquanto os volumosos apresentaram queda de 4,2%. Segundo a Embrapa, esse comportamento ajudou a conter a inflação dos custos da produção leiteira ao longo do ano.

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